Luiz Caracol

Tour SOU   Luiz Caracol apresenta-se em concerto, inspirado no seu mais recente álbum “Ao vivo no Namouche”. Neste novo espectáculo, Luiz Caracol reforça a particularidade da sua linguagem musical e revela de um modo mais vincado a mestiçagem da sua música. Bombos, guitarras braguesas e cavaquinhos, misturam tradição com modernidade na fusão com os teclados e as guitarras eléctricas, ampliados por um conceito de videoarte que anima cada uma das canções. Mais do que espelho da lusofonia, a música do Luiz transporta a bandeira de uma portugalidade misturada, feita da comunhão e troca permanente com os países que Portugal habitou, e que ainda falam a nossa língua. Este concerto é como um grande caldeirão de raízes culturais, onde cabem todas as memórias que continuam a fazer de nós portugueses. Uma portugalidade mestiça que devemos celebrar. Luiz Caracol é músico, cantor e autor, que tem na génese da sua música uma identidade muito própria. As influências de uma Lisboa multi-cultural, onde vive, e da ligação que sempre teve com as culturas dos principais países de língua portuguesa, estão refletidas em cada uma das suas canções. Cada música está repleta de estórias e mensagens. Temas como a igualdade, consciência social e questões ambientais, habitam as suas canções sem arrogância, deixadas como pequenos lembretes que cantamos até se tornarem parte de nós. Luíz Caracol é também uma voz de luta, que vai cantando vulnerabilidade, esperança, desejos de inclusão e igualdade, numa sociedade ainda tão afundada na injustiça. A par da música, faz do seu concerto uma espécie de manifesto por um mundo mais brando e mais justo. A sua música é de Lisboa, fala português, mas pertence ao mundo. ALGUMAS MEMÓRIAS Este é talvez o álbum que melhor reflecte todo o meu percurso.(…) obra que é também um agradecimento a todas as influências e viagens que vivi, inclusive com a Sara Tavares [1978-2023], porque andámos quase dez anos na estrada juntos. Viajei muito, pisei muitos palcos, e este álbum reflecte muitas dessas vivências. Para quem não conhece a minha música, este é talvez o álbum que melhor reflecte todo o meu percurso. – in PÚBLICO (Crítica ao novo disco “Ao Vivo no Nanmouche” por Nuno Pacheco 29.11.2023) Acompanhado por Pedro Carvalho e Gus Liberdade, Caracol parecia estar destinado a estar naquele lugar e nem o sol abrasador que se sentiu no pátio do Palácio impediu a primeira levantada do festival guiada por temas como “Sou” ou “Falhou na Dança”, que abriram um ambiente rapidamente aquecido com o balanço gingado de “Moro em ti” “Isto” ou “Ser da lata” – in RIMAS e BATIDAS acerca do concerto em Cabo Verde (João Mineiro 09.04.2024) No palco do Palácio Nacional de Cultura Ildo Lobo, Caracol desfilou os seus temas originais, infusionados de mestiçagem africana. (…..). Se a atuação estava a ser globalmente bem-recebida, o final foi apoteótico, com interpretação de “Balancé” de Sara Tavares – e a reação emotiva do público, que se levantou das cadeiras para dançar, confirmou a devoção que já tinhamos pressentido na noite anterior. – in JAZZ.PT (Nuno Catarino 10.04.2024)

Mbye Ebrima

Mbye Ebrima Band   Mbye Ebrima é um músico, compositor e mestre da kora oriundo da Gâmbia, radicado em Portugal. Herdeiro de uma longa linhagem de griots – contadores de histórias e guardiões da memória oral da África Ocidental –, Mbye transporta no seu som a profundidade de uma tradição milenar, cruzando-a com influências contemporâneas e uma abordagem singular ao palco. A kora, instrumento emblemático de 21 cordas, é a sua principal voz – um elo entre o passado e o presente. Em concerto, Mbye conduz o público por uma viagem emocional e hipnótica, onde o virtuosismo técnico se alia à delicadeza da narrativa musical. As suas atuações misturam repertório tradicional mandinga com composições próprias, explorando temas universais como identidade, pertença e resistência cultural. Ao longo da sua carreira, Mbye Ebrima tem colaborado com artistas de diversos géneros e geografias, do jazz ao spoken word, afirmando-se como uma ponte viva entre culturas. A sua presença em palco é magnética, íntima e profundamente espiritual – um convite à escuta e à conexão. Biografia – Mbye Ebrima Mbye Ebrima é músico, compositor, cantor, contador de histórias orais e mestre da kora – instrumento tradicional de 21 cordas da África Ocidental. Nasceu em 1988, em Jarra Soma, na Gâmbia, no seio de uma família djéli, reconhecida há várias gerações pela sua mestria na kora e pelo papel central na preservação e transmissão da história oral mandinka-kaabunké. Filho do conceituado músico e contador de histórias Jali Alagi Mbye, Mbye cresceu num ambiente profundamente ligado à tradição griot. Iniciou a sua carreira internacional com uma digressão europeia da companhia Mother Africa Circus, que passou por 47 cidades em países como Alemanha, Áustria e Suíça. Em 2015, fixou-se em Portugal, onde vive e trabalha como músico. Desde então, tem vindo a afirmar-se no panorama da música internacional, atuando em países como Espanha, Itália, França, Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Tanzânia, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, entre outros, incluindo os Açores. Palcos e Festivais Apresentou-se em alguns dos mais prestigiados palcos e festivais, entre os quais: Portugal: Coliseu do Porto, Lisboa ao Vivo, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro do Bairro Alto, Casa da Música (Porto), Centro Cultural de Belém, M.Ou.Co (Porto), Salão Brasil (Coimbra), Musibéria (Serpa), Maus Hábitos (Porto), Mira Forum (Porto), Cineteatro António Lamoso (Feira), B.Leza (Lisboa), ISCTE-IUL, Tokyo Lisboa, entre outros. Internacional: ZIFF Festival (Tanzânia), VII Noia Harp Fest (Galiza), Festival Kanilai (Gâmbia), Karibu Festival (Tanzânia), Bagamoyo Arts Festival (Tanzânia), Over The Border Festival (Alemanha), onde atuou com Wally Seck e 15 músicos de diferentes países. Colaborações Mbye colaborou com uma vasta gama de artistas nacionais e internacionais, como:Selma Uamusse, Moullinex, Valete, Dino D’Santiago, Remna, Manecas Costa, Karina Gomes, Eneida Marta, Kimi Djabaté, Marta Miranda, Pedro Jóia, Missy Bity, Bárbara Wahnon, entre outros. Festivais e Criação Artística Além de performer, Mbye tem desenvolvido um papel ativo como programador e dinamizador cultural: 2019: Criação do primeiro Festival de Kora em Portugal 2020: Criação do Festival Afábrica, na Fábrica Braço de Prata 2021: Lançamento do Creative Joint Festival, promovendo encontros entre artistas consagrados e emergentes 2024: Fundou o Mother Land Festival, com mais de 40 artistas de várias origens, gastronomia internacional, transmitido pela RTP África, RTP Internacional e RTP2 Exploração Musical e Ensino Conhecido pela sua versatilidade, Mbye tem introduzido a kora em diversos estilos musicais, incluindo:jazz, flamenco, blues, fado, funaná, semba, samba, reggae, hip hop, afrobeat, afro house, música eletrónica, sebene congolês, música argentina, taarab tanzaniano, entre outros. Atualmente, está a gravar dois álbuns – um a solo e outro com banda – explorando sonoridades entre a world music, música tradicional mandinga e fusões contemporâneas. Como pedagogo, Mbye ensina kora a alunos de diferentes nacionalidades. Atualmente, tem 10 estudantes, dos quais três já atuam em contexto profissional

Quarteto de Areia

Quarteto de Areia é um projeto musical que celebra a fusão das tradições sonoras do Brasil e de Portugal, liderado pelo contrabaixista luso-brasileiro Walter Areia. Nascido no Recife e radicado em Lisboa desde 2016, Areia tem uma carreira marcada pela inovação e pela busca de conexões culturais profundas. Com uma trajetória que inclui 14 anos na banda Mundo Livre S/A, precursora do movimento Manguebeat, Areia traz para este quarteto uma riqueza de experiências e influências musicais. O projeto “Reabraço” é uma homenagem às memórias afetivas de Areia, transformadas em composições que retratam as relações familiares e a ligação entre Brasil e Portugal. Cada música é concebida como uma “fotografia sonora”, capturando momentos e sentimentos que atravessam o tempo e o espaço. Estas composições têm sido lançadas nas plataformas digitais, com a intenção de culminar numa edição em vinil, preservando a autenticidade e a emoção de cada faixa. O Quarteto de Areia é composto por: Walter Areia: Contrabaixista e líder do projeto, com uma carreira que inclui colaborações com artistas como Fred Martins e Pierre Aderne. Iúri Oliveira: Multi-percussionista português, conhecido por sua versatilidade e por integrar elementos do fado à world music, jazz latino e improvisação livre.  Giordanno Barbieri: Pianista brasileiro com formação em música popular e jazz, que já se apresentou em diversos países e colaborou com artistas de renome. Yedo Gibson – saxofonista brasileiro, conhecido por sua atuação no jazz contemporâneo e música improvisada. Juntos, estes músicos criam uma sonoridade única que entrelaça o maracatu pernambucano com o fado português, explorando as possibilidades da improvisação e da fusão de estilos. O Quarteto de Areia é mais do que um grupo musical; é uma ponte viva entre culturas, uma celebração da herança luso-brasileira e uma expressão artística que convida o público a uma viagem sensorial através das memórias e dos sons que unem dois mundos.