Música · Canção contemporânea · Lisboa
Luiz Caracol

Introdução curatorial
Luiz Caracol leva a palco uma linguagem musical construída nos encontros. Bombos, guitarra braguesa e cavaquinho convivem com teclados e guitarras elétricas, enquanto a videoarte prolonga visualmente cada canção. É uma música profundamente ligada a Lisboa, mas feita das viagens, influências e relações que ultrapassam qualquer geografia única.
O que é?
Luiz Caracol é músico, cantor e autor. A Lisboa multicultural onde vive e a relação construída ao longo do seu percurso com diferentes culturas de língua portuguesa estão na génese de uma identidade musical muito própria. Nas suas canções cabem memória, deslocação, pertença, igualdade, consciência social e questões ambientais. Na Tour SOU, essa identidade ganha uma dimensão particularmente física e visual: instrumentos ligados à tradição portuguesa encontram sonoridades contemporâneas e um trabalho de videoarte concebido em relação direta com o repertório. A música parte de Lisboa e fala português, mas recusa uma ideia fechada de identidade.
Porque interessa?
Aqui, portugalidade não significa uma identidade imóvel. Significa encontro, mistura e transformação. Luiz Caracol trabalha precisamente nesse território: entre aquilo que herdamos e aquilo que fomos encontrando pelo caminho. O resultado é uma música reconhecível nas suas raízes, mas difícil de limitar a uma única tradição.
Onde pode fazer sentido?
Onde este projeto pode fazer sentido.
- 01Festivais de música
- 02Teatros e auditórios
- 03Centros culturais
- 04Programação de música portuguesa contemporânea
- 05Programação intercultural
- 06Programação ligada aos países de língua portuguesa
- 07Contextos que cruzem música e imagem
Como se apresenta?
Espetáculo
Tour SOU
Componente visual
Videoarte
Instrumentação
Bombos, guitarra braguesa, cavaquinho, teclados e guitarras elétricas
Histórico
- 2023 — Ao Vivo no Namouche
- 2024 — Concertos em Cabo Verde com cobertura de Rimas e Batidas e Jazz.pt
- 2026 | Maio - EGEAC no Largo de Santo António da Sé
“Este é talvez o álbum que melhor reflecte todo o meu percurso.(…) obra que é também um agradecimento a todas as influências e viagens que vivi, inclusive com a Sara Tavares [1978-2023], porque andámos quase dez anos na estrada juntos. Viajei muito, pisei muitos palcos, e este álbum reflecte muitas dessas vivências. Para quem não conhece a minha música, este é talvez o álbum que melhor reflecte todo o meu percurso. - in PÚBLICO (Crítica ao novo disco “Ao Vivo no Nanmouche” por Nuno Pacheco 29.11.2023) Acompanhado por Pedro Carvalho e Gus Liberdade, Caracol parecia estar destinado a estar naquele lugar e nem o sol abrasador que se sentiu no pátio do Palácio impediu a primeira levantada do festival guiada por temas como “Sou” ou “Falhou na Dança”, que abriram um ambiente rapidamente aquecido com o balanço gingado de “Moro em ti” “Isto” ou “Ser da lata” - in RIMAS e BATIDAS acerca do concerto em Cabo Verde (João Mineiro 09.04.2024) No palco do Palácio Nacional de Cultura Ildo Lobo, Caracol desfilou os seus temas originais, infusionados de mestiçagem africana. (…..). Se a atuação estava a ser globalmente bem-recebida, o final foi apoteótico, com interpretação de "Balancé" de Sara Tavares - e a reação emotiva do público, que se levantou das cadeiras para dançar, confirmou a devoção que já tinhamos pressentido na noite anterior. - in JAZZ.PT (Nuno Catarino 10.04.2024)”
